Ecoando memórias do teu olhar,
E embora a vida siga veloz,
No peito insiste o teu recordar.
O tempo apaga as marcas no chão,
Mas não desvanece o que foste em mim,
Cada lembrança é como um clarão,
Que aquece a alma num triste fim.
Oh, se pudesses de novo voltar,
E num abraço calar minha dor,
Que é como onda sem se acalmar!
Mas resta a luz do teu puro amor,
Que mesmo ausente vem iluminar,
E dá-me forças para seguir em flor.
Sónia Freitas