quinta-feira, 27 de março de 2025

Na brisa fria ouço a tua voz,
Ecoando memórias do teu olhar,
E embora a vida siga veloz,
No peito insiste o teu recordar.

O tempo apaga as marcas no chão,
Mas não desvanece o que foste em mim,
Cada lembrança é como um clarão,
Que aquece a alma num triste fim.

Oh, se pudesses de novo voltar,
E num abraço calar minha dor,
Que é como onda sem se acalmar!

Mas resta a luz do teu puro amor,
Que mesmo ausente vem iluminar,
E dá-me forças para seguir em flor.

Sónia Freitas