quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

O meu amigo imaginário

Muitos dizem que sou esquisita
Por falar muitas vezes sozinha
Mas isso é um hábito meu
Não digam que sou doidinha.

Ninguém me compreende
Não sei o que se passa
Riem-se de mim
E eu não sei qual é a graça.

O que quiserem que se considere "amigo"
Sendo uma palavra muito significativa
Se me levarem para o mau caminho
Digo já que sou muito positiva!

Vocês não têm noção
Do que vai na minha cabeça
Tenho só um amigo
Que me protege de tudo o que aconteça.

Neste profundo poema
Nunca provei o contrário
O meu grande amigo
É o meu amigo imaginário.

Alícia Moreira
Maria Fernandes

quinta-feira, 23 de janeiro de 2025

Poesia em Flor I

Mar

Numa linda manhã
Escutei uma voz
Fiquei preocupada
Pois estava a sós.

Grãos de areia 
Saltavam-me para o rosto
E confesso com sinceridade
Isso causou-me algum desgosto.

Quando pus o pé na água 
Senti uma energia muito forte 
Comecei a imaginar
Que era o meu dia de sorte.

Uma onda me levou 
E fui parar a uma ilha deserta
Uma chave me encantou
E alguma passagem ela liberta.

Experimentei  todas as portas
Mas nenhuma a chave abria 
Parei para pensar 
Era a chave da poesia.

Alícia Moreira 
Maria Fernandes

quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

Pé descalço

Brumas de palha escondida
Luz de uma eterna manhã
Sopro de morte infinita
E um adeus sem até já.

Um calor que se perdeu
Uma alma atormentada
Um dizer que se calou
Num silêncio que se disse
Numa distância quebrada.

Deixaste de ser assim
Deixei eu de ser quem sou.

Falta-me a raiz da alma
A Epiderme… o umbigo…
O pé descalço que eu tinha
O esvoaçar do sorriso…

Gabriela Beato

quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

Aquele abraço!

Algum tempo atrás,
Quando a carta lhe escrevi
Com tristeza e emoção,
Dizia aquilo que senti.

Senti e continuo a sentir,
O sentimento não mudou,
O tempo vai passando
Eu continuo a ser quem sou.

Entre tio e sobrinha
Por vezes existe alguma distância,
Mas não é o que nos acontece
Sempre unidos desde a infância.

A vida passa a correr,
O tempo torna-se escasso,
Vou sempre recordar
Quando me deu aquele abraço.

Com as lágrimas nos olhos,
Da carta que escrevi se lembrou,
Caminhando para mim
Com seus braços me abraçou.
  
Olhos tristes e cansados
Sentindo grande emoção,
Valeu a pena o que escrevi,
Foi tudo de coração.

Quero vê-lo sempre animado
Com um sorriso a valer,
Só assim é que consegue
Os mais fortes combater.
 
Não esqueço aquele abraço
Nem alguns momentos vividos,
Aconteça o que acontecer
Vamo-nos manter sempre unidos.

Natália Ferreira