quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

Pé descalço

Brumas de palha escondida
Luz de uma eterna manhã
Sopro de morte infinita
E um adeus sem até já.

Um calor que se perdeu
Uma alma atormentada
Um dizer que se calou
Num silêncio que se disse
Numa distância quebrada.

Deixaste de ser assim
Deixei eu de ser quem sou.

Falta-me a raiz da alma
A Epiderme… o umbigo…
O pé descalço que eu tinha
O esvoaçar do sorriso…

Gabriela Beato

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