Para que não permaneça madrasta a memória
e do esquecimento se construa ingrata história
recordemos os que foram vítimas da opressão
em noites negras nas masmorras da crueldade
fazendo nossa... a luta em nome de justa razão
agitando imponentes bandeiras de Liberdade.
E que os filhos dos filhos da geração da ditadura
saibam que portugueses sucumbiram à tortura
pelas mãos de carrascos de vil ordem totalitária
enquanto outros... na dor de corpos destroçados
em intermináveis dias no terror de cela solitária
resistiam estoicamente à agressão de alucinados.
E para que o esquecimento não altere a verdade
e não se calem as consciências contra a vontade
mesmo se os cravos passarem a ser menos de mil
ouçam bater os corações carentes de Fraternidade
para serem muitos mais de mil os cravos de Abril
contra o populismo mascarado por oculto ardil.
Fernando Costa

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